Bicuda (Boulengerella maculata)

O Bicuda habita tanto águas profundas quanto superfícies, em áreas de correnteza ao longo da beira dos rios, boca de igarapés e lagos.

O peixe de água doce chamado Bicuda é conhecido popularmente com o mesmo nome.

Nome científico

Boulengerella maculata.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída nas Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins.

Habitat

O Bicuda habita tanto águas profundas quanto superfícies, em áreas de correnteza ao longo da beira dos rios, boca de igarapés e lagos.

Alimentação

É um peixe piscívoro, que se alimenta de peixes menores e crustáceos, atacando suas presas com ímpeto, dando saltos sucessivos e acrobáticos, com o corpo todo para fora d’água, impulsionado somente pela nadadeira caudal, para evitar que outros da mesma espécie roubem sua valiosa presa.

Reprodução

Para desovar, o peixe Bicuda não costuma realizar migrações.

Características

O peixe Bicuda é um peixe de escamas, com corpo alongado e roliço. Possui boca grande, pontuda e bastante dura. Sua coloração varia de espécie para espécie, normalmente, o dorso é cinza com os flancos e o ventre prateados. Em seu corpo, há também pintas pretas. Sua nadadeira dorsal está localizada na metade posterior do corpo e seu último raio, assim como na anal, é um pouco mais comprido. Já as nadadeiras pélvica e anal apresentam a margem preta e a caudal uma faixa preta nos raios medianos. O Bicuda pode atingir cerca de 1 m de comprimento total e 6 kg de peso.

Ecologia

Peixes pelágicos, vivem na superfície e meia água, encontrados em áreas de correnteza ao longo da beira e na boca dos rios e igarapés, e nos lagos. Formam cardumes pequenos, mas não fazem migrações de desova. B. ocellata é uma espécie piscívora e extremamente voraz. É altamente esportiva, pois salta muitas vezes fora d’água antes de se entregar, mas não tem importância comercial.

Curiosidades: não formam grandes cardumes e os indivíduos maiores são solitários. Para desovar não costumam realizar migrações.

Onde encontrar: normalmente encontrado nas regiões norte e centro-oeste nos Estados de Mato Grosso e Goiás, Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins, está sempre à procura de cardumes que estão se alimentando na flor d’água como, por exemplo, lambaris e outros peixes menores.

Dica para pescá-lo: por ser um peixe pelágico de água doce, fique atento, pois ele costuma nadar perto da superfície e meia-água em locais de pouca correnteza até moderadamente rápida: remansos, bocas de baias e igarapés, águas rápidas etc.

Equipamentos – Os equipamentos médio e médio/pesado são os mais empregados e as varas devem ser de ação rígida, já que a cartilagem da boca é bem difícil de ser perfurada. As linhas devem ser de 14, 17 ou 20 lb. e os anzóis de n° 3/0 a 5/0.
Iscas – Iscas artificiais, como plugs de superfície e meia água, colheres e spinners, são as mais utilizadas na captura da bicuda, que também ataca iscas naturais, como peixinhos e pedaços de peixe.
Dicas – A fricção deve estar bem regulada, porque a bicuda costuma levar muita linha quando fisgada. O anzol deve estar bem afiado, porque se o peixe não for bem fisgado pode se desvencilhar do anzol durante os saltos.