Como fisgar um Piraju

Anteriormente, trouxemos um conteúdo específico com as principais características de um Piraju, ou popularmente conhecido, dourado. E hoje, vamos trazer algumas dicas infalíveis para fisgar esses peixes.

Então, fica comigo até o final deste artigo para saber cada detalhe e técnica de como fisgar essa espécie incrível de peixe da água doce. Mas, não deixe de dar uma olhada nos assuntos que trouxemos antes para ficar por dentro de tudo sobre o universo aquático.

Ecologia

Espécies piscívoras, predadores vorazes, alimentam-se de pequenos peixes nas corredeiras e na boca das lagoas, principalmente durante a vazante quando os outros peixes migram para o canal principal. Nadam em cardumes nas correntezas dos rios e afluentes e realizam longas migrações reprodutivas. Têm grande importância comercial e esportiva.

  • Equipamentos – Varas de ação média a pesada com linhas de 17, 20, 25 e 30 lb. É indispensável o uso de empate de arame ou de cabo de aço encapado com no mínimo 30cm de comprimento. Os anzóis mais usados são os de n° 5/0 a 8/0.
  • Iscas – Entre as iscas artificiais, as que apresentam melhores resultados são os plugs de meia água e as colheres, que podem ser utilizadas no corrico ou no arremesso em direção às margens. Iscas naturais como tuvira, sarapó, lambari, curimbatá e piraputanga também são bastante produtivas. Podem ser utilizadas na rodada, com um pequeno chumbo para afundar a linha e mantê-la na coluna d’água, ou deixando o barco rodar perto das margens, onde a isca é jogada repetidamente em direção às galhadas.
  • Dicas – Quando fisgados, esses peixes costumam dar saltos espetaculares fora da água. Nesse momento, o pescador não pode bambear a linha, porque como a boca do dourado é difícil de ser perfurada, muitas vezes o peixe consegue “cuspir” a isca. Os melhores locais de pesca são as águas rápidas, corredeiras e cachoeiras, assim como as margens de barranco, onde se pratica o corrico com isca artificial.

Curiosidades

É o maior peixe de escamas da Bacia do Prata e pode saltar mais de um metro para fora d’água quando está subindo o rio para desovar, vencendo grandes quedas d’água com facilidade.

Onde encontrar

Devido à construção de diversas barragens nos grandes rios brasileiros, a espécie tem seu estoque populacional diminuído consideravelmente. Mas, ainda é encontrado durante todo o ano, principalmente na Bacia do Prata, onde vivem nas corredeiras e na boca de lagos durante a vazante – à procura de alimento.

Durante a desova, procuram as cabeceiras dos rios, de águas mais limpas, onde os alevinos têm maior chance de sobrevivência. O tamanho mínimo para captura é de 60 cm.

Dica para pescá-lo

A espécie tem a boca muito dura e com poucas partes em que a garatéia possa se prender. Então, o uso de iscas artificiais pequenas é bastante indicado, por se acomodarem melhor na boca do peixe. Mas, afiar os anzóis também ajuda na hora da fisgada.