Curimbatá (Prochilodus lineatus)

Curimbatá

Nomes populares

O peixe de água doce chamado Curimbatá é conhecido popularmente como Curibatá, Curimatá, Curimatã, Curimataú, Curimba, Curumbatá e Crumatá.

Nome científico

Prochilodus lineatus.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída por toda a Região Norte, Centro-Oeste, Nordeste, além dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Habitat

O Curimbatá habita tanto fundo de lagos como margens de rios.

Alimentação

É um peixe detritívoro (alimenta-se de restos orgânicos), consumindo a vasa do fundo dos rios, como sedimentos orgânicos e vegetais.

Reprodução

É uma espécie de desova total (a partir de novembro), que realiza a Piracema. Sua primeira maturação sexual ocorre em indivíduos com cerca de 20cm de comprimento.

Características

É um peixe com escamas ásperas, em número de 47 a 50 sobre a linha lateral, com 9 fileiras acima e 7 abaixo dela. Sua coloração é cinza-prateada, com faixas transversais escuras e inconspícuas no dorso. Possui nadadeiras caudal, dorsal e anal com varias manchas escuras e claras, alternadamente. Tem boca terminal, com lábios espessos e protráteis em forma de ventosa, munido de pequeninos dentes fracamente inseridos. Possui um espinho curto e dirigido à frente, na origem da nadadeira dorsal. Pode alcançar 30cm de comprimento e atingir 450 gramas.

Curiosidades: Devido às inúmeras espécies de peixes e aves predadoras que se alimentam dessa espécie, o curimbatá pode ser considerado a sardinha dos rios brasileiros. As quantidades em que são encontrados em alguns rios, principalmente na época da piracema, impressiona até as pessoas acostumadas com sua presença, tamanha a abundância deles nos rios. O período reprodutivo ocorre na primavera e começo do verão quando geralmente os espécimes estão com grandes reservas de energia (gordos) e não costumam se alimentar. Eles são facilmente observados em corredeiras e obstáculos, quando dão grandes saltos para atingir a cabeceira dos rios.

Onde encontrar: A distribuição natural da espécie é feita pelos rios de todo país: Bacia do Prata, Bacia do São Francisco, Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins. Ele foram introduzidos, por meio de peixamento.

Dica para pescá-lo: por se alimentarem basicamente de detritos orgânicos, é comum que estes peixes se aglomerem em áreas com fundos lodosos das partes baixas (terço final) dos grandes rios. A evolução adaptativa conferiu a estas espécies grande capacidade de freqüentar ambientes com baixa quantidade de oxigênio dissolvido, característicos destes fundos de leito onde a água é mais parada.

Ecologia

Espécies detritívoras, alimentam-se de matéria orgânica e microorganismos associados à lama do fundo de lagos e margens de rios. Realizam longas migrações reprodutivas. São capturadas em grandes cardumes, sendo espécies importantes comercialmente, principalmente para as populações de baixa renda.

  • Equipamentos – A pesca amadora é praticada principalmente nos barrancos da beira do rio com equipamento simples: varas de bambu, com 2-4m. A linha, geralmente uns 50cm maior que a vara, varia de 0,30-0,40mm. Os anzóis são pequenos e finos para facilitar a fisgada, de n° 8 a 2
  • Iscas – Como são peixes detritívoros, não atacam iscas artificiais. A melhor isca é a massa de farinha de trigo iscada no anzol até a metade do colo. Deve ser consistente, nem muito dura nem mole demais.
  • Dicas – Não são peixes fáceis de capturar porque pegam a isca muito de leve, exigindo bastante calma e sensibilidade para efetuar a fisgada no momento certo.