Pacu (Piaractus mesopotamicus)

Pacu

Nome popular

peixe de água doce chamado Pacu é conhecido popularmente com o mesmo nome.

Nome científico

Piaractus mesopotamicus.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída na Bacia do Prata.

Habitat

O Pacu habita rios e lagoas nas épocas de cheia.

Alimentação

É um peixe omnívoro, alimentando-se de frutas, matéria vegetal e pequenos peixes.

Reprodução

É um peixe que realiza a desova total, ou Piracema, fazendo longas migrações rio acima para se reproduzir. No entanto, vem sendo reproduzido artificialmente em laboratório para repovoamento de represas.

Características     

O Pacu é um peixe de escamas pequenas e numerosas. Sua coloração é cinza-escura, no dorso, e amarelo-dourada, no ventre, podendo variar devido o ambiente. Tem corpo comprimido, alto e em forma de disco, apresentando quilha ventral com espinhos, cujo número pode variar de 6 a 70. Seus dentes são molariformes. Possui carne muito saborosa, por isso é muito pescado. É uma espécie que vem sendo muito utilizada na piscicultura e para a formação do híbrido Tambacu em cruzamento com o Tambaqui. Pode alcançar mais de 70 cm de comprimento e pesar até 20 Kg.

Ecologia

Espécie onívora, com tendência a herbívora: alimenta-se de frutos/sementes, folhas, algas e, mais raramente, peixes, crustáceos e moluscos. É considerado um dos peixes mais esportivos do Pantanal, e também é muito importante comercialmente.

  • Equipamentos – A pesca pode ser praticada de duas formas: com vara e carretilha/molinete e pelo sistema de batida. Nesse caso, com uma vara de bambu bate-se a isca, de coquinho ou bola de massa, de forma a reproduzir o som de uma fruta caindo próximo às margens ou às plantas aquáticas. A vara deve ser resistente, com 4 a 5m de comprimento, preparada com linha 0,60 a 0,70mm, anzol com colo largo e haste curta de n° 3/0 a 4/0 e empate de arame, com aproximadamente 5cm. O uso de chumbo é dispensável. Usando carretilha, a vara deve ser de ação média a média/pesada, para linhas de 14, 17 e 20 lb. e anzóis de n° 3/0 a 6/0. Para facilitar o arremesso e manter a isca no fundo, recomenda-se o uso de chumbo.
  • Iscas – Somente iscas naturais, como tucum, laranjinha-de-pacu, pedaços de jenipapo, caranguejo, minhocuçu, filé de curimbatá azedo e bolinhas de massa de farinha de mandioca.
  • Dicas – Normalmente a pesca é embarcada, porque é necessário chegar aos lugares onde o peixe vive. O silêncio é importantíssimo nesse tipo de pescaria. Recomenda-se amarrar o barco nas galhadas e o pescador precisa ser bastante paciente e esperar o peixe acomodar a isca na boca, caso contrário errará a fisgada, deixando-o escapar.

Curiosidades: Não são capazes de subir quedas d’água com grandes desníveis e isso os torna típicos de regiões de planícies. Assim como Curimbatás, Dourados e Pintados, produzem grande quantidade de ovos e larvas, liberados na água e abandonados a sua própria sorte. Por isso, somente alguns – geralmente menos de 1% do total desovado – chegam à idade adulta. Não há distinção aparente entre machos e fêmeas, exceto a granulação da superfície da nadadeira anal na época da desova.

Onde encontrar: Podem ser encontrados nas bacias Amazônica, Araguaia/Tocantins e do Prata. Vivem em campos alagados, corixos, lagoas marginais e também podem ser encontrados em calhas principais de rios, em poços próximos a margens. Escondem-se habitualmente sob a vegetação nativa, como camalotes (união de aguapés que formam espécies de ilhas paradas nas margens). Algumas vezes, são achados boiando no meio de lagoas e até mesmo, com menos freqüência, suspensos nas correntezas de rios.

Dicas para pescá-lo: Na natureza, é muito importante que os Pacus acomodem as iscas na boca para então fisgar com firmeza, pois têm bocas muito duras que dificultam a penetração de anzóis; Verifique sempre se seus anzóis estão afiados e se o empate de aço não está demasiadamente desgastado, o que pode provocar perdas; Em pesque-pague, estão entre os maiores desafios. Há locais somente para arremessos de longa distância que possibilitam capturas; Em todos os casos, use varas mais longas, pois a alavanca proporciona fisgadas mais potentes e maior penetração dos anzóis.