Peixes de água doce do Brasil – Trairão (Hoplias lacerdae)

Nome popular

peixe de água doce chamado Trairão é conhecido popularmente com o mesmo nome ou Trairão do Amazonas.

Nome científico

Hoplias lacerdae.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída no Amazonas, no Pará, no Mato Grosso e em São Paulo.

Habitat

O Trairão habita águas rasas com galhadas, troncos, juncos e capim, em remansos de rios, lagoas e represas, sempre emboscando suas presas.

Alimentação

É um peixe piscívoro (alimenta-se de outros peixes), muito voraz.

Reprodução

O período do acasalamento vai de setembro até abril ou maio do ano seguinte. O Trairão escava ninhos na terra do fundo da água em que vive. Seus ovos são produzidos parceladamente, formando camadas e sendo permanentemente protegidos pelos casais.

Características     

O Trairão é um peixe de escamas maior que a traíra. Possui corpo cilíndrico. Sua coloração é quase negra, no dorso, já os flancos são acinzentados e o ventre esbranquiçado. Costuma conviver com vários indivíduos não chegando, no entanto, a formar grandes cardumes. Pode atingie 20 Kg e alcançar 1 m de comprimento.

Ecologia

Espécie piscívora, muito voraz. Vive na margem dos rios e de lagos/lagoas em áreas rasas com vegetação e galhos.

Destruidor de iscas, o Trairão possui uma dentição pronunciada, perfurante, e uma mordida bem forte. Dentes caninos ligeiramente comprimidos, de tamanhos variados, ornamentam sua grande bocarra.

É muitas vezes pescado no visual, necessitando uma boa pontaria do pescador. Assim que a isca é posta em seu raio de ação, quase sempre é prontamente atacada.

Predador voraz por natureza, tem preferência por peixes, mas quando tem a chance, não costuma rejeitar pequenos mamíferos, aves e anfíbios.

A espécie Hoplias macrophthalmus ocorre nas bacias amazônica (áreas de cabeceiras dos tributários) e Tocantins-Araguaia,  a Hoplias lacerdae, na bacia do Prata (alto Paraguai) e a Hoplias aimara, em rios do médio e baixo Amazonas, como o Tocantins, Xingu e Tapajós.

Estas espécies estão quase sempre associadas a ambientes lênticos e rasos de lagos, enseadas e “ressacas”. Freqüenta as águas rasas e mais quentes próximas da margem, geralmente em fundos de lama, com vegetação e galhos. Também gosta de áreas mais fundas em rios e riachos, muitas vezes na região de águas rápidas e de correnteza, em meio a troncos ou rochas submersas.

Na pesca de Fly, recomenda-se o uso de varas de 8 a 10, com linhas floating. Iscas como hairbugspoppersdivers e streamers são as mais eficientes. O uso de um pequeno empate é recomendado sempre.

Iscas naturais, como pedaços de peixes (cachorra, matrinxã, curimbatá etc.) ou inteiras, vivas ou mortas, como lambaris e pequenos peixes da região.

As iscas artificiais também são muito utilizadas, principalmente os plugs de superfície e meia água, como jumping baits, hélices e poppers que são bastante provocativas. Buzzbaits e spinnerbaits também são prontamente atacadas, mas logo depois ficam praticamente descartáveis.

Muito cuidado ao retirar o anzol da boca do trairão porque a mordida é forte e os dentes afiados.

 

  • Equipamentos – Equipamento médio/pesado; linhas de 17, 20 e 25 lb.; anzóis de n° 6/0 a 8/0, encastoados com arame ou cabo de aço recapado de 50 a 100 lb. Mais indicado é do tipo médio/pesado ou pesado. Varas de comprimento variados de 6 a 7 pés, para linhas de 15 a 30 libras (0,35 a 0,50mm). Molinetes e carretilhas que comportem até 100 metros da linha escolhida. Anzóis de n° 6/0 a 8/0, encastoados com arame ou empates de aço.
  • Iscas – Iscas naturais, como pedaços de peixes (cachorra, matrinxã, curimbatá etc.). As iscas artificiais também são muito utilizadas, principalmente os plugs de superfície e meia água, spinnerbaits e colheres.
  • Dicas – Muito cuidado ao retirar o anzol da boca do trairão porque a mordida é forte e os dentes afiados.