Piraíba (Brachyplatystoma filamentosum)

Piraíba Nome popular

peixe de água doce chamado Piraíba é conhecido popularmente como Filhote.

Nome científico

Brachyplatystoma filamentosum.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída nas Bacias Amazônica e Tocantins-Araguaia.

Habitat

O Piraíba habita calhas profundas dos grandes rios.

Alimentação

É um peixe carnívoro, com tendências piscívoras, capturando outros peixes.

Reprodução

Realiza a Piracema. É capaz de migrar 4 mil quilômetros para encontrar o local ideal para lançar seus ovos.

Características    

O Piraíba é o maior peixe de couro da Bacia Amazônica, podendo alcançar 3 m de comprimento e 150 Kg de peso. Possui corpo roliço, cabeça deprimida, com os olhos pequenos e situados no seu topo. Seus barbilhões maxilares são roliços e muito longos, cerca de duas vezes o tamanho do corpo, nos jovens, e cerca de 2/3 do corpo, no adulto. O segundo par de barbilhões mentonianos é pequeno, alcançando apenas a base da nadadeira peitoral. Sua boca é subinferior, com a placa dentígera da maxila superior localizada parcialmente à frente daquela da maxila inferior. Os jovens apresentam o corpo de coloração clara, com varias máculas escuras e arredondadas na sua porção terminal superior, as quais desaparecem à medida que o peixe cresce. Nos adultos, a coloração é cinza-escura-amarronzada, no dorso, e clara, no ventre. Sua carne não é apreciada, pois muitos acreditam que faz mal e transmite doenças.

Ecologia

Ocorre em lugares profundos, poços ou remansos, saídas de corredeiras e confluência dos grandes rios. Não é um peixe muito procurado pelos pescadores comerciais, pois muitos acreditam que sua carne faz mal e transmite doenças. Além disso, as vísceras e músculos do corpo costumam ficar repletos de parasitas.

Hábitos: Durante várias épocas do ano, é possível observar as piraíbas no canal dos rios, bem na superfície da água, mas não são capturadas. Na Amazônia, os caboclos costumam pescar esse peixe na confluência dos rios. Eles amarram na canoa uma corda bem forte e anzol grande, iscado com um peixe de médio porte, e ficam aguardando a chegada do peixe, que, quando fisgado, pode rebocar a canoa por vários quilômetros. Dependendo da força e tamanho do peixe é necessário cortar a corda para a canoa não virar.

Curiosidades: está espécie costuma ter a carne não muito apreciada, pois há quem acredite que ela faz mal e transmite doenças. Isso porque é no corpo dos grandes exemplares que normalmente são encontrados muitos parasitas nas vísceras e músculos. Já a carne dos exemplares de pequeno porte, até 60 kg e conhecidos como filhotes, é considerada de muito boa qualidade. Maior bagre de nossas águas, é carnívoro e voraz se alimentando de peixes inteiros, como os peixes de couro pacu-peba, traíra, matrinxã, cascudo, cachorra, piranha. As literaturas existentes mencionam tamanhos de até três metros e um peso de 300 kg, mas atualmente os exemplares capturados pesam abaixo de 10 kg.

Onde encontrar: habita as águas correntes e segue o ciclo da piracema, ocorrendo em lugares profundos, poços ou remansos, saídas de corredeiras e confluência dos grandes rios. Os espécimes acima de 25 kg permanecem na calha dos rios e não entram na floresta inundada ou nos lagos das várzeas. No Brasil, são encontrados na Bacia Amazônica e na Bacia Araguaia-Tocantins, sendo que as regiões do Araguaia, rio Negro ou Uatumã são consideradas como ótimos pesqueiros onde sua pesca acontece durante o ano inteiro.

Dica para pescá-lo: a sua captura é um verdadeiro desafio, pois com o seu tamanho e peso descomunal não há pescador que, uma vez tendo fisgado esse peixe, não tenha que passar um bom tempo até conseguir tirá-lo da água. Para pescá-la é necessário usar material pesado, pois normalmente não há espaços suficientemente limpos para se lutar com ela e um indivíduo de porte médio (cerca de 100 a 150 kg) pode exigir várias horas de briga até se cansar. Iscas recomendadas são peixes vivos da respectiva região. No Brasil, o recorde de pesca data de 1981 com um exemplar de 116,4 kg

  • Equipamentos – O equipamento empregado é do tipo ultrapesado, por causa do tamanho desse peixe. Um indivíduo de porte médio (cerca de 100 a 150kg) pode levar várias horas brigando até se cansar.
  • Iscas – Iscas de peixes, pesando de 1 a 6kg, como, por exemplo, matrinxã, cachorra ou piranha.
  • Dicas – Durante várias épocas do ano, é possível observar as piraíbas no canal dos rios, bem na superfície da água, mas não são capturadas. Na Amazônia, os caboclos costumam pescar esse peixe na confluência dos rios. Amarram na canoa uma corda bem forte e anzol grande, iscado com um peixe de médio porte e ficam aguardando a chegada do peixe, que, quando fisgado, pode rebocar a canoa por vários quilômetros. Dependendo da força e tamanho do peixe é necessário cortar a corda para a canoa não virar.