Pirarara (Phractocephalus hemeliopterus)

Pirarara

O Pirarara habita poços e canais dos médios e grandes rios.

Nome popular

O peixe de água doce chamado Pirarara é conhecido popularmente com o mesmo nome.

Nome científico

Phractocephalus hemeliopterus.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída nas Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins.

Habitat

O Pirarara habita poços e canais dos médios e grandes rios.

Alimentação

É um peixe omnívoro, alimentando-se de crustáceos, peixes e frutos.

Reprodução

Realiza migração reprodutiva.

Características

O Pirarara é um peixe de couro, de corpo robusto. Sua cabeça é ossificada, achatada e grande, apresentando um forte contra-sombreado, assim como as nadadeiras adiposa, dorsal e anal de cor alaranjada brilhante. Apresenta coloração do corpo cinza-escura, com uma faixa longitudinal branco-amarelada, ao longo dos flancos, indo da cabeça à nadadeira caudal. Pode chegar aos 50 kg e alcançar 1,3 m do focinho à separação dos dois lobos da nadadeira caudal.
Ecologia

Ocorre no canal dos rios, nos poços logo após as corredeiras, várzeas e igapós, inclusive nos tributários de águas pretas e claras, alcançando as cabeceiras e parte do estuário do Amazonas. Alimenta-se de peixes, frutos e caranguejos. Tem a reputação de atacar seres humanos, principalmente crianças.

Hábitos: a Pirarara hábito alimentar onívoro. Comem quase tudo: frutas, caranguejos, aves, tartarugas e, principalmente, peixes. Acham-se em toda a região norte e parte do centro-oeste (Goiás e Mato Grosso), nas bacias Amazônica e do Araguaia-Tocantins. Vivem em canais de rios, várzeas e igapós, tanto em águas negras como claras. A melhor época para captura-las começa em maio e vai até outubro, quando os rios estão em seu leito normal (na caixa). Alguns rios que não extravasam o leito proporcionam pesca durante o ano inteiro. Durante o dia costumam se aquecer ao sol, próximas à superfície. Em alguns locais, como no Rio Javaés, chegam a colocar nadadeira dorsal fora da água. Alimentam-se também de restos de animais mortos e peixes em decomposição.

Características: as principais características são as cores, no dorso variam do marrom ao preto. Os três pares de barbilhões sensitivos também comuns em outros membros da família. A predominância do amarelo ao creme é característica do ventre. Cauda truncada, facilmente identificada pela sua cor vermelho-sangue. Alcança pouco mais de 1,2 metros e 70 kg. Possuem três pares de barbilhões, um na maxila e dois na mandíbula. Muitas vezes, assim que retiradas da água, emitem altos bufos que começam graves e terminam agudos. São emitidos pela passagem do ar da cavidade bucal pelos opérculos.

Curiosidades: registros fósseis mostram que a espécie existe na América do Sul há mais de nove milhões de anos. Na época, superavam muito o porte médio das encontradas hoje em dia. Diversas histórias do povo amazônico relatam casos de ataques até a seres humanos. Isso é comprovado pelo relato do sertanista Orlando Villas-Bôas, que presenciou o sumiço de um de seus homens, no início da expedição Roncador/Xingu, nas águas calmas e opacas do Rio Araguaia.

Dicas para pescá-la: a pesca mais usual é feita com iscas naturais. Em situações especiais, podem ser pegas com artificiais, pois, quando estão em áreas rasas, atacam colheres e plugs de meia água. As iscas naturais mais comuns são Piranhas, mas comem quaisquer peixes ou seus pedaços. A melhor hora para captura-las é no início da noite, sempre regiões rasas, quase beirando estruturas submersas e praias com água corrente. O material usado deve ser basicamente pesado pelo tamanho que atingem. Quanto mais ou menos bruto, depende do local. Perto de estruturas (maioria dos locais), use no mínimo uma linha 0,90 mm, vara inteiriça de fibra e carretilha pesada. Se for um local espraiado, sem estruturas, já se pode fisgar com uma linha 0,60 mm ou menos. Entretanto, como atingem até 70kg, possuem violenta força de arrancada quando fisgadas. Uma Pirarara de 20 kg tem força suficiente para estourar uma linha de 120 mm, basta a linha travar. Deixe o peixe correr um pouco antes de fisgar. O período de seca é o melhor para pega-las, mas escolha as regiões sem muito enrosco para evitar quebras de linha.

Equipamentos – Equipamento do tipo pesado com linhas de 30 a 50 lb. Os anzóis mais utilizados são os de n° 8/0 a 14/0, por causa da grande boca da pirarara.
Iscas – Esta espécie é capturada exclusivamente com iscas naturais, peixes inteiros ou em filés, por exemplo, de traíra ou piranha-caju.
Dicas – Pode ser capturado na calha e na confluência dos rios, especialmente na época de seca. Prefira as áreas que não tenham muito enrosco para não correr o risco de perder o peixe.