Veja os peixes que habitam em poças d’água passageiras

Você já ouviu falar de pequenos peixes que vivem em lagoas temporárias? Sim, são peixes dourados, também conhecidos como peixes da nuvem. Seus ovos são depositados no fundo de poços temporários, secam o ano todo e eclodem na estação das chuvas. Infelizmente, a maioria deles está ameaçada de extinção no Brasil, exceto para pesquisas, é proibida sua criação e manutenção. Para entender melhor o comportamento desses peixes, o Instituto de Pesca (IP-APTA) vinculado ao Ministério da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo mantém várias espécies de um de seus laboratórios. Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis ​​(IBAMA).

Segundo Mauricio Keniti Nagata, pesquisador do Instituto de Pesca, o IP permanece e reproduz algumas espécies nacionais e estrangeiras de killifishes há mais de 20 anos, antes mesmo delas serem consideradas ameaçadas de extinção. Há entre as espécies mantidas pelo Instituto uma que é considerada raríssima, que é a dos vertebrados hermafroditas auto-fecundantes, a Kryptolebias hermaphroditus. “A K. marmoratus já foi considerada a única espécie de vertebrado hermafrodita auto-fecundante, sendo que atualmente é um complexo de espécies que inclui a K. hermaphroditus. Existem varias espécies de peixes hermafroditas – sequenciais ou até concomitantes, mas a auto-fecundação é a raridade”, explica Nagata.

Os pesquisadores disseram que, exceto na Antártica e na Austrália, todos os continentes têm peixes estranhos. A maioria das espécies nativas é considerada ameaçada de extinção por ser endêmica, ou seja, toda região possui populações ou espécies que só são encontradas naquela área geográfica e são suscetíveis a mudanças de habitat. Nagata disse: “Várias espécies foram extintas, e a extinção de muitas espécies deve-se principalmente ao comportamento antropomórfico, ou seja, poluição, drenagem de locais de projetos imobiliários, etc.”

Segundo Mauricio Nagata, os aquaristas desempenham um papel importante no desenvolvimento das técnicas de manutenção e reprodução das espécies. “Nossa alternativa é deixar as espécies extintas na natureza, e não haver habitat natural no aquário, para lembrar a fragilidade do ecossistema. Não só pela beleza de sua forma e cor, mas também por sua peculiaridade ciclo de vida. Por isso, é necessário valorizar os peixes illi. Proteger o habitat natural também é muito importante, e várias equipes têm trabalhado muito para resolver esse problema ”, afirmou.

Fonte:fishtv